Não é de hoje que presenciamos ou participamos da cena dramatizada acima.
O Desenvolvedor de um lado: "Isso não acontece na minha máquina!", "Se não consegue simular então não existe bug". E o Tester do outro: "Se vira aí irmão. Não aconteceu o esperado só lamento".
Todos nós, sejamos desenvolvedores ou testers, temos nossos pontos de vistas e na maioria das vezes contrário.
O Tester pensa como o usuário e o desenvolvedor com cabeça de programador. Só que cenas como as mencionadas podem prejudicar o ambiente de trabalho fazendo com que se forme uma guerra, mesmo que de "brincadeira", entre duas partes fundamentes do desenvolvimento de um software.
Nós desenvolvedores devemos ser cada dia mais atenciosos para que erros grosseiros não cheguem a menos de 1Km de distância do nosso amigo tester porque se não eles irão reclamar, e com razão.
E os testers também devem tentar se colocar no lado do desenvolvedor, com todas suas coisas e rotinas de checagem, talvez ele esqueça de um ponto que você ache fundamental.
Somos humanos e por isso sujeitos a muitas falhas mas o que devemos ter, e a cada dia mais, é compreensão. Compreensão de que o desenvolvedor não causou aquele bug só para você ter mais trabalho ou que o tester está "rígido demais".
"Rígido demais" não existe se estamos falando de qualidade do produto final. Todos os itens devem estar com sua finalidade bem alinhada e funcional, sempre. Nada é detalhe no quesito Experiência do Usuário, que é o que buscamos além de oferecer um produto de qualidade para as pessoas que navegam em nossa ferramenta, que utilizam nosso software, etc.
A cada dia devemos nos colocar do outro lado. Se aconteceu um erro, corrija. Está errado e deve funcionar.
Se encontrou um erro não murmure, a ferramenta foi desenvolvida por humanos e não por sentinelas.
A guerra não deve ser travada com seus companheiros de equipe mas sim com a qualidade do produto que deve imperar sobre qualquer tipo de "perturbação" que vá causar ao tester ou desenvolvedor.
Prestemos atenção no que realmente é importante e não causemos desentendimento com nossos colegas de trabalho. Devemos pensar juntos.
Por isso seja o primeiro a erguer a bandeira branca para tornar o ambiente de trabalho, o método de desenvolvimento e o produto final cada dia mais confortável e favorecendo sempre a qualidade e nunca a guerra.